sexta-feira, 2 de outubro de 2009

FINANCIAMENTO A LONGO PRAZO PODE DEIXAR CARRO MUITO CARO?

Maioria dos carros vendidos no ano foram com financiamento em até 42 meses.
Especialistas alertam para cuidados com taxas de juros.

Se você quer comprar um carro e já até escolheu a marca e o modelo, preste atenção com as taxas de juros. A taxa real deve estar explícita, incluindo cobranças de taxas de abertura de crédito (TAC) e o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF).

"Não existe juro baixo", adverte o consultor financeiro Gustavo Cerbasi. "Os juros reais para financiamento de veículos estão por volta de 1,5%. Se o juro é muito vantajoso, em geral a TAC é mais alta para compensar", diz.

O professor e especialista em matemática financeira Marcos Crivelaro recomenda ao consumidor solicitar sempre à revendedora que faça uma simulação do financiamento. "Assim, é possível saber o valor das prestações ao longo do tempo e se elas vão 'caber no bolso' até o final dos pagamentos", diz.

Por outro lado, o pagamento em prazos muito longos também pode ser uma armadilha. O ideal, segundo Cerbasi, é que o financiamento seja de, no máximo 24 meses, desde que as parcelas não comprometam o orçamento familiar. "Depois disso, o consumidor geralmente começa a ter que pagar manutenção, o que, somado aos impostos e combustível, pode tornar o custo do carro mais alto do que ele pode pagar", diz.


Globo News
Vendas cresceram até para carros importados (Foto: TV Globo)
  Recorde de vendas
Entre janeiro e setembro deste ano, 72% dos automóveis comercializados foram vendidos a prazo, segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). A metade tem sido financiada com prazos médios de 42 meses.

A taxa média de juros praticada nos nove primeiros meses deste ano foi de 19,6% ao ano. Os juros médios registrados no mesmo período de 2006 foram de 23,4% ao ano.

Até outubro as montadoras já venderam cerca de 1,98 milhão de carros em 2007, um crescimento de 28,8% sobre o mesmo período de 2006. Os vendedores esperam aumentar ainda mais a marca no final do ano por causa do pagamento do 13º salário. “Com a injeção de dinheiro, é quando mais vendemos, e os números do mercado mostram que esse ano não será diferente”, diz Ivan Nakano, gerente de Marketing e Varejo da Ford.

Fonte: www.g1.com.br em 02/10/2009.

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